domingo, 12 de janeiro de 2014

No aniversário de Belém eu lembro de uma das cidades mais feias que já vi: Rio de Janeiro. O preibói que só anda pela Zona Sul já tá me achando doido. Mas manda ele passear pela parte de dentro da cidade. Vai ter vontade de baixar a calcinha da Elza Soares pra aliviar a vista.

Quando se fala de Rio de Janeiro, logo se pensa em paraíso, praias, mulheres semi-nuas correndo em câmera lenta. E uns tirinhos de fuzil viajando entre morros, também. Ou seja, oura propaganda.

Mas a verdade é que o Rio é um emaranhado de peças que não se encaixam, um Frankenstein. Alagamentos, assaltos, trânsito, morros e praias são o padrão. De vez em quando desce o estande do inferno e vira um caos. Tão Belém!

O Rio de Janeiro é uma Belém ao extremo. No nas belezas, nas agruras, no marketing. Se a gente tivesse um pingo dessa publicidade - e estrutura turística ao menos homeopática - Belém seria uma concorrente do Nordeste, uma Fortaleza Amazônica.

A gente não faz  nem o dever de casa mais básico, que é maquiar a cidade pra enganar uns turistas trouxas. Basta esconder a parte podre que as lindezas saltam à vista.

Se nem os gringos se agradam, que resta a nós, pobres moradores?

Falar mal de Belém

E visitar o Rio nas férias

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