É tipo a dança das cadeiras. Quando a música parou de tocar, todo mundo sentou, só PT ficou em pé. Como se o PT tivesse sido vítima de uma roleta russa. Todo mundo fazia as mesmas besteiras, mas calhou justamente de os petistas servirem de laranja na história.
É quase isso. A diferença é que o PT não se via como mais um partido. Fazia de tudo pra se proclamar o maior arauto da honestidade, o cavaleiro da pureza moral. Esse foi o problema.
Tipo a história do santarrão no meio de uma turma pra lá de promíscua. Enquanto a galera tá na suruba, beleza. Mas vai o crentão passar a mão na bunda de alguém... claro que a galera cai matando. Quanto mais você se auto proclama alguma coisa, mais os outros vão tentar achar brechas pra te desmentir.

Em termos de futebol, esse paradoxo de argumentação nem incomoda tanto. Futebol é brincadeira. Só que, quando entra na política, o cara já fica parecendo esquizofrênico.
Petistas fingem não entender a razão de se admirar Joaquim Barbosa, depois da condenação de mensaleiros. É óbvio. Barbosão é petista, mas não colocou seu gosto político acima do seu senso de justiça. Votou no Lula e na Dilma, foi nomeado pelo Lula e não mostrou rabo preso com o partido que apoia. Isso deveria ser básico, corriqueiro, mas hoje é tão raro que até eu vou bem ali soltar uns fogos.
Voltei. Obrigado pela espera. Pois é, então se eu admiro a atitude do ministro, faço parecido com ele. Não é porque antipatizo com o PT que não posso reconhecer pontos positivos. E também não é por que gostei de uma atitude do Barbosão que eu vou ignorar as merdas que ele fizer.
Assim como a maior parte da população brasileira, eu tô empolgado com a prisão dos mensaleiros. Mas se isso não for só o primeiro de muitos passos pra se amputar muitos outros ratos de todos os outros partidos, a punição ao PT vai ter se tornado um dos maiores atos de corrupção da história.
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